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“Era uma vez uma voz”, as crianças deram sua opinião

Era uma vez… todas os contos começam assim, mas isso não é um conto. É uma história verdadeira sobre a infância e a defesa dos direitos das crianças. “Era uma vez uma voz… Si no nos crees, no nos ves é um estudo realizado pela Educo, uma ONG global que atua a favor das crianças, em colaboração com a Nicequest.

Através dos alguns membros Pais da Nicequest, perguntamos a mais de 800 crianças espanholas entre 10 e 14 anos sobre a violência. O objetivo foi compreender a percepção que as crianças têm sobre as diferentes formas de violência e quais são as possíveis soluções para acabar com ela.

O mau-trato infantil é um problema que transpassa toda a sociedade, que sempre exerce um impacto muito negativo sobre as crianças, não apenas durante a infância, mas ao longo da vida. Por isso, é imprescindível entender e analisar esse assunto, a fim de preveni-lo, identificá-lo e eliminá-lo em todas as suas formas.

Obrigada a todas as famílias que participaram! Apresentamos a seguir os resultados da pesquisa que mostram a percepção da violência entre crianças e suas surpreendentes soluções para resolvê-las.

O que se entende por violência?

A violência é…

sentir-se inferior,

ficar só,

não poder comentar,

dor física e psicológica,

cyberbulling,

um inferno para aqueles que sofrem violência.

Estas são apenas algumas das definições de violência que as crianças informaram durante a pesquisa.

Algo para ter em mente é que a violência física (especialmente a violência sexual junto com o bullying na escola) é a forma de violência mais fácil de reconhecer. Pelo contrário, a violência psicológica e emocional parece ser mais difícil de distinguir pela população infantil.

97,6% das meninas e 94,2% dos meninos consideram que seguir e assediar uma menina ao andar sozinha na rua é uma forma de violência. E como uma garota afirma, um dos maiores medos é andar sozinha na rua e se expor a situações violentas e sexistas: “Isso me deixa com raiva porque eu sou uma mulher que tenho que andar com cuidado pela rua porque a qualquer momento pode vir uma pessoa e me meter em uma van.”

O que você acha que são as razões da violência?

A maioria das meninas e dos meninos entende a violência como consequência da falta de autoestima, considerando que são pessoas que se sentem mal consigo mesmas, são infelizes ou sentem algum tipo de complexidade. Ou como disse uma criança: “Acho que são pessoas que precisam se sentir fortes quando na verdade não são.”

De acordo com os resultados da pesquisa, as crianças pensam que as principais causas que geram a violência se devem às pessoas que:

  • também foram maltratados;
  • não têm autocontrole das suas emoções em situações de stress;
  • não têm empatia para se colocar no lugar das vítimas;
  • sentem rejeição do desconhecido ou diferente.

Onde se sentem menos seguro?

Internet e particularmente o mundo das redes sociais são os espaços onde as crianças (84%) se sentem menos seguras e vulneráveis. Pouco mais da metade (54%) considera a escola como um dos locais onde há maior risco de violência, especialmente por outras crianças. “Na minha aula todos os dias há brigas”, diz uma criança.”

Além disso, o espaço urbano está associado a um alto risco de violência e abuso. Sendo assim, o parque (59,3%), o centro da cidade (57,6%) ou uma praça (56,3%) são indicados entre os locais de maior risco entre os espaços físicos.

 

Para quem eles pediriam ajuda?

O ambiente familiar é visto como um espaço de proteção. As crianças identificam os pais como pessoas de confiança para pedir ajuda, especialmente as  mães (43,2%).

Os professores são vistos como pessoas que não prestam atenção ao problema da violência ou que não acreditam nas histórias das crianças e acabam ignorando-as.

 

 

Então, como responder à violência?

As crianças sabem muito bem como trabalhar para acabar com todas as formas de violência. Quase todas as crianças (96,7%) acreditam que o fim da violência contra as crianças é alcançado ouvindo mais o que as crianças têm a dizer e amando-as mais também (90,9%). Porque “as crianças, apesar de sermos crianças, temos um cérebro bonito que usamos para algo e temos nossas próprias opiniões”.

92,5% vai além: apostaria em educar os adultos sobre a importância de uma boa relação. Meninos e meninas defendem fortemente o papel da educação e da conscientização, voltados tanto para adultos como para crianças.

 

Fonte: informe de Educo.

 

Escutar mais, amar sem barreiras, sensibilizar os pequenos e reeducar os adultos. Você não acha que tudo seria mais fácil se seguíssemos estes simples conselhos preciosos? 🙂

 

Adicionar um comentário

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  1. Beatriz | 17 July, 2019

    Temos que fazer a nossa parte e conscientizar as pessoas ao nosso redor

  2. Mirian Ribeiro | 14 July, 2019

    É verdade temos que fazer nossa parte e ajudar .

    • João | 15 July, 2019

      Sim

  3. Milena Ribeiro dos Santos | 13 July, 2019

    Violência doméstica e crime, vamos abraça essa causa, denúncia qualquer tipo de violência.

  4. Milena Ribeiro dos Santos | 13 July, 2019

    Toda criança tem o direito,de ser feliz toda criança tem o direito de brincar, criança é o futuro do mundial.

  5. Fátima Aparecida | 12 July, 2019

    Eu concordo,acho que devemos sempre nos colocar-mos no lugar do outro e fazer tudo para ajuda .mas a violência ainda está longe de acabar….

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